segunda-feira, 12 de abril de 2010

MÚSICA NAS ESCOLAS


"Antes tarde, que nunca." Essa frase encaixa-se perfeitamente no que diz respeito à evolução da nossa sociedade. O Brasil caminha rumo ao desenvolvimento, ainda que lentamente. Uma prova disso é que, aos 18 de agosto de 2008 o presidente Lula sancionou a lei que obriga as escolas do ensino básico a incluir a Música em suas grades disciplinares, tendo o prazo de 03 anos letivos para se adaptarem, a partir de então. A intenção é desenvolver a criatividade, sensibilidade e autoestima dos alunos desde cedo (a iniciação começará a partir da creche) para formar cidadãos conscientes, equilibrados e sociáveis. Teoricamente, isso ajudaria a diminuir a criminalidade, a violência e a busca de refúgio nas drogas. Os meus parabéns à senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), autora do projeto. Sabemos que a Música já fez parte dos currículos escolares, até que um grupo de dirigentes do nosso país entendeu que se tratava de algo excelente demais para que todos tivessem acesso, e então, na década de 1970 ela nos foi tirada. Lamentável. Quantos anos de atraso cultural isso nos custou, nunca iremos saber. Mas não é só de atrasos que vive a política brasileira: há projetos maravilhosos sendo desenvolvidos, como o Projeto Música nas Escolas da Prefeitura de Barra Mansa, RJ, que atende cerca de 22 mil crianças e adolescentes em 72 escolas. Uma iniciativa vitoriosa, com certeza (saiba mais em www.musicanasescolas.com). Acredito realmente que essa lei fará um bem incontestável à nossa sociedade. Só não se sabe quando as escolas irão cumprí-la, pois já se passaram quase 02 anos desde sancionada, e não se falou em nada ainda. Acho que irão resolver à velha mania brasileira, deixando tudo pra última hora. E se atrasando nos prazos, é claro.

A ENTREVISTA DO GUILHERME DE PÁDUA AO RATINHO

Comentadíssima a entrevista que o Sr. Guilherme de Pádua deu ao programa do Ratinho. Eu não vi no dia porque quase não assisto televisão, mas tanta repercussão acabou despertando minha curiosidade. Natural. Aí fui ver no YouTube, é claro. Confesso que ainda não entendi porque ele aceitou falar sobre isso agora. Uma entrevista ridícula: o Ratinho fazia uma pergunta, ele respondia com outra coisa que não tinha nada a ver, querendo a todo custo mostrar que Deus operou uma transformação na sua vida ( e eu não duvido), e que sua condenação foi motivada pela influência da mídia e pelo fato de se tratar de pessoas famosas. Ele tem o direito de achar o que quiser, mas subestimar a inteligência das pessoas e ficar com aquela enrolação foi demais. Nem o Ratinho aguentou. Tudo bem, ele pagou o que a justiça brasileira exigiu, agora vive no anonimato, como um cidadão de bem, ok. Mas a vida que ele tirou não vai ser trazida de volta, a dor que ele causou pra aquelas pessoas nunca vai ser esquecida, então ele que não venha com essa história de que é muito bonzinho e que não pode falar a verdade sobre o que aconteceu. Ele perdeu o seu tempo, deveria ter ficado em casa naquele dia, e fez a gente perder também, porque não dá pra ficar calado depois de ouvir isso. Tentando melhorar a imagem, ele acabou arranhando mais ainda. Um diálogo, realmente, sem propósito, mas se você quiser ver, está lá no YouTube, não vou nem me dar ao trabalho de postar aqui, pra você não ter o trabalho de ver. Não vale à pena.